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03/11/2009 memphyx 4 comentários

Deitado e olhando para o teto…. meu único foco era a lampada acesa, onde um pernilongo teimava em circulá-la, seguindo a luz artificial. O momento menos inoportuno da noite, o sono se passa e a insonia tenta me perseguir… mas resisto… e resisto mais, até que o cansaço e o sono vencem. Dia seguinte, estou acordado… e muito cansado … muito mesmo: As horas não passam; meu andar é lento; os músculos quase parando, doem! Pior são as pálpebras pesarem e termos a sensação de que estamos dormindo. Estou? Não tenho certeza.

Chega a noite, deito-me e meu cérebro não para: -Vejo números, códigos, criptografia.. soluções para algoritmos que anteriormente não via solução… escuto tudo; qualquer ruído… como um alfinete caindo, eu percebo; mas não abro os olhos, e fico neste transe como um zumbi! Estou acordado? Também não tenho certeza. E é assim durante algum tempo, até que corpo e mente não suportam mais, e você apaga por umas 36/48 horas… não sei ao certo, só sei que não lembro o que aconteceu!

Outro tempo.. meses depois, e tudo parecia estar normal. E esta busca insaciável por conhecimento retorna a minha vida trazendo consigo os efeitos colaterais. E tudo recomeça naquele vicioso ciclo.

Desta vez, as coisas pioram…. no meio de um destes sonhos que mais parecem pesadelos, onde meu corpo dorme e minha mente permanece acordada, onde vejo cálculos e formulas, vendo mais códigos que tudo; de repente, sinto um estouro de alta voltagem, meu cérebro estala como se fosse eletrocutado, um choque.. como uma explosão de neurônios e meu corpo desperta como em um susto. (louco)

Pela primeira vez, percebo que não estou tão bem. O que ando fazendo comigo mesmo!?

Percebo se continuar neste ritmo, posso pirar, ficar louco ou tão fora do normal que acredito que não terei mais uma vida social (se é que ando tendo durante estes eventos). Esta bendita álgebra linear (não, não! Não a matéria em si, não os professores … mais minha cabeça!) Sonho vetores, sonho matrizes, sonho binários! Mesmo quando não quero, estou contando octetos.

Vejo uma garota, um sorriso quase perfeito, traços lindos, que seguram a atenção.. e, me vejo, imaginando, geometria, losangos, gráficos cartesianos aplicados á quela feição.. depois de tudo, estimo os bytes provindos destes resultados em uma imagem em um conjunto de oled’s. Isto não é normal!

Agora, o que me vem a mente é:  – O que me levou a isto? O que estou procurando? Como consigo pensar em caracteres binários, ou mesmo hexadecimais ou compilados ao mesmo tempo que admiro um belo rosto feminino e suas atribuições mais humanas!? Ainda não sei.

Psicologicamente, ando no limite de uma axioma: – Acreditando, que tudo pode-se chegar a um resultado desejável, mesmo que a fórmula não seja a correta, basta aplicar o conceito correto, não a fórmula!

- Humm… ainda tento me recordar como tudo isto começou e chego ao meu elétron base. Massa, Velocidade e Energia! A busca pelo conhecimento.

Precisamos tanto assim deste conhecimento?

O que sei, é que, enquanto não provarem o gênesis do dínamos, onde esta incógnita nos persegue, jamais saberemos através de nossos próprios meios e méritos, onde, como e quando a definição da metamorfose e o quanto isto nos afeta como humanos.

Uma frase que vale a pena ser lembrada, vinda de um game violento, onde tudo nasceu de uma sátira ao cinematográfico : – Não há conhecimento que não seja poder!

É como o velho game já nos preditava, hoje o mundo é regido pelo conhecimento, e quem os detém, permanecem no poder. Informação!!!

Esta mesma informação, é o que buscamos para nos preencher de nosso vácuo extra-universal, mas basta um único átomo de amor, que isto nos basta para sermos preenchidos por completo.

Uma coisa irrelevante, é o que buscamos nos informar, conhecimento nunca é demais, informações sim! Ainda mais com o predicado de tamanha boas novas que nos cercam, precisamos a começar a criar filtros mais autônomos e automatizados para que consigam concorrer com a mesma velocidade que as recebemos.

Newton, aprendeu com seus erros, e talvez, Albert, tenha sido mais emocional que racional… sabemos? Não podemos afirmar, muito menos, negar!

Quem sabe!

Por um instante.. quero voar e ser livre! Quero mais simplicidade.