Sobre “popularidade” e “Market Share, tenho meus dois centavos de contribuição.
Inicialmente, este texto, está na Linux vs Windows no Orkut, em resposta a um tópico sobre insegurança no Linux. Escrevo aqui, com pequenas modificações ao texto original!
A nível de divulgação, recomendo a leitura destas duas matérias para um maior esclarecimento:
¹ http://www.guiadopc.com.br/noticias/12291/o-preco-da-popularidade.html
² http://www.keepgeek.com.br/2009/12/08/desenvolvedor-cria-malwares-para-gnulinux/
Segue:
Market Share
Em minha humilde opinião, a parcela de mercado, só pode ser calculada por números totais vendidos por determinada empresa em determinado segmento, e comparado-o diretamente a soma total das vendas de seus concorrentes, tirando-se assim essa porcentagem ou parcela de participação mercadológica.
Como posso calcular e comparar um produto concorrente, que pode, é, e deve ser adquirido gratuitamente em sua maior forma de aquisição e distribuição em uma área onde vendas praticamente não existem?
Se não existem vendas do sistema, logo, não podemos considerar participação de mercado! Posso estar equivocado, mas a lógica é esta.
Talvez, como disse a um tempo, é mais fácil tentar calcular a ‘Base Instalada’, onde tais, se tornam potenciais clientes com o passar da carruajem, onde as empresas que trabalham com o mercado de Linux, podem oferecer e vender produtos com base em Suporte técnico, aplicações específicas, hardware homologado … entre outros.
Popularidade
Aqui acredito que a ‘teoria’ base instalada, possa se encaixar melhor neste ponto: “popularidade”.
Mudando um pouco o assunto, a quantidade de Linux instalada, seguindo a ideia do Market Share, representamos somente a 1% do pedaço da pizza, (segundo a NetApplications) com a soma de todos os sistemas operacionais juntos. Você acredita nisso?
O ponto que percebo, trata-se no dizer, que a base instalada, não condiz exatamente com a pratica de Market Share.
Se o Linux é popular, é perceptível então, que sua base instalada, é muito maior do que muitos pensam…
Se é popular, é por que é usado! Com isso, cai por terra em dizer que “somos a turma do 1%”, … infelizmente para uns, felizmente para outros.
Market Share = Giro de Capital
Base instalada != Market Share
Agora sobre o tópico em questão….
O sentido de ser popular, é significado de ser o mais desejado, das pessoas quererem tê-lo… onde entra o desejo “consumista”, e neste caso, não existe a necessidade real de se ter capital de giro para que o desejo se torne realidade. Estamos falando de Software Livre e Código Aberto, que pode ser adquirido com custos irrisórios, mínimos ou ao custo de um download. Também é bom lembrar, que nem por isto, significa que todo o Software Livre e de Código Aberto não deva ser cobrado, mas isto é outra história e vamos nos centrar em outros pontos.
Concordo que tendo uma fatia maior do bolo, seja em popularidade ou seja em market share, o sistema irá se tornar mais visado.
O preço…
Com muito mais gente querendo, usando… algumas mentes, vão descobrir ou inventar uma forma de se burlar a segurança deste sistema.
Quando um método funcional está pronto, e claro, com a permissão e ajuda de um usuário (vamos chamar assim…) desatento, basta apenas jogar a rede e esperar os peixes chegarem.
Sim… existem muitas coisas que dependem da interação com o usuário para que funcione!
O que neste caso, diferencia o Linux de muitos outros sistemas, mesmo tendo binários que podem ser executados em qualquer distribuição Linux em sua maioria, este possui níveis de implementações diferentes entre um distribuidor e outro, e em muitos casos, modificações feitas pelos próprios usuários, sendo este mais técnico e/ou mais avançado tendem a causar diferenças significativas de um modelo padrão de sistema em comparação direta ao “mesmo” software rodando em máquina de outros usuários.
Os níveis, variam desde o tipo de login que é permitido no sistema, á até o tipo de gerenciador do ambiente desktop que será utilizado. Além é claro, dos tipos de softwares que estão rodando sob o capô.
No exemplo do ocorrido, o que temos?
- Ubuntu
- Gnome
- sudo
- instalação de um programa ou tema que necessita da interação com o usuário
- usuários desatentos
Percebem que para redirecionar ou mesmo “montar” um software espião, um vírus ou um cavalo de tróia que deverá funcionar, necessita de uma certa “combinação de fatores” para que seja bem sucedida?
Isto, por si só, já não atinge o total dos “1%” dos desktops (segundo o Market Share!). Mesmo!
Eu por exemplo, uso KDE, ArchLinux, noexec no /home, e não uso sudo.. e o grande detalhe é que não sou desatento … Em meu caso, é muito difícil de eu ser infectado por uma “praga”, ou melhor dizendo.. script como este.
Agora imagine o desperdício de tempo e esforço, montar um malware que seja compatível ao menos com todas as variantes de Ubuntu?
Agora imagine o esforço exponencial para que se crie um malware que funcione ao menos nas 5 distribuições mais populares existente hoje?
Para o “cracker”, é óbvio que seria inviável…
O pensamento correto seria algo como: - É muito mais fácil atacar apenas um tipo específico de usuário e determinada distribuição linux, como dependência, um determinado software rodando, que tentar algo que não terá sucesso ao generalizar todas as distribuições em um único pacote.
E isto ocorre, graças a desatenção do usuário! É isto. Um ataque especifico, tem muito mais chance de ser bem sucedido, que um ataque globalizando a maioria da diversidade Linux.
Creio eu, que isto explica muito, o porque do Windows ser o “mais” atacado! Ele é único em todos os seus pontos, não importando onde está instalado.
Não escrevo isto dizendo que o Windows é mais ou menos eficiente em sua segurança ou por ter mais Market Share ou Base Instalada, mas, digo isto, com o intuito de mostrar que por padrão, todo Windows é igual, assim como uma distribuição específica, voltada ao usuário final acaba sendo igual em sua base de usuários.
Vide OpenSuse, Mandriva, Ubuntu… temos diferenças gritantes entre Mandriva e Ubuntu. Aproximando ainda o software da Canonical, Kubuntu e Ubuntu possuem diferenças claras e que de certa forma inviabiliza algo que englobe as duas vertentes (uma com KDE e outra com Gnome).
Mesmo, no caso do OpenSuse, um com Gnome e outro com KDE, o padrão instalado mesmo sendo igualitário (é a distribuição OpenSuse), possuí vertente de software e uso diferentes.
Já um mesmo tipo de pescaria ou ataque como este em um sistema Debian, Slackware, ArchLinux ou Gentoo, seria muito mais difícil de ser bem sucedido, pois, são os usuários que escolhem desde a base do sistema a até os detalhes mais ínfimos de seus ambiente de desktops que deverá ser utilizado, passando por infinitas variedades de softwares e formas de segurança, evitando assim, algo do tipo.
Agora o que também me chama a atenção, é que um portal como o Gnome-look,(poderia ser o KDE-Look, ou qualquer outro portal) com o tamanho e ‘popularidade’ destes, permitem que pacotes de temas e softwares infeccionados, acabem caindo nas mãos de usuários finais, sem uma analise técnica mais profunda ou sem nenhuma por parte deles!?
É um esforço e tanto, mas pelas doações, usuários mais experientes e mesmo entre os administradores, poderiam formar uma equipe de análise sobre temas e software lá disponíveis antes da liberação ao público em geral!
E finalizo aqui meus dois centavos de contribuição a este assunto!















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