Arquivar

Archive for the ‘Software Livre’ Category

Sobre “popularidade” e “Market Share, tenho meus dois centavos de contribuição.

Inicialmente, este texto, está na Linux vs Windows no Orkut, em resposta a um tópico sobre insegurança no Linux. Escrevo aqui, com pequenas modificações ao texto original!

A nível de divulgação, recomendo a leitura destas duas matérias para um maior esclarecimento:

¹ http://www.guiadopc.com.br/noticias/12291/o-preco-da-popularidade.html

² http://www.keepgeek.com.br/2009/12/08/desenvolvedor-cria-malwares-para-gnulinux/

Segue:

Market Share

Em minha humilde opinião, a parcela de mercado, só pode ser calculada por números totais vendidos por determinada empresa em determinado segmento, e comparado-o diretamente a soma total das vendas de seus concorrentes, tirando-se assim essa porcentagem ou parcela de participação mercadológica.

Como posso calcular e comparar um produto concorrente, que pode, é, e deve ser adquirido gratuitamente em sua maior forma de aquisição e distribuição em uma área onde vendas praticamente não existem?

Se não existem vendas do sistema, logo, não podemos considerar participação de mercado! Posso estar equivocado, mas a lógica é esta.

Talvez, como disse a um tempo, é mais fácil tentar calcular a ‘Base Instalada’, onde tais, se tornam potenciais clientes com o passar da carruajem, onde as empresas que trabalham com o mercado de Linux, podem oferecer e vender produtos com base em Suporte técnico, aplicações específicas, hardware homologado … entre outros.

Popularidade

Aqui acredito que a ‘teoria’ base instalada, possa se encaixar melhor neste ponto: “popularidade”.

Mudando um pouco o assunto, a quantidade de Linux instalada, seguindo a ideia do Market Share, representamos somente a 1% do pedaço da pizza, (segundo a NetApplications) com a soma de todos os sistemas operacionais juntos. Você acredita nisso?

O ponto que percebo, trata-se no dizer, que a base instalada, não condiz exatamente com a pratica de Market Share.

Se o Linux é popular, é perceptível então, que sua base instalada, é muito maior do que muitos pensam…

Se é popular, é por que é usado! Com isso, cai por terra em dizer que “somos a turma do 1%”, … infelizmente para uns, felizmente para outros.

Market Share = Giro de Capital
Base instalada != Market Share

Agora sobre o tópico em questão….

O sentido de ser popular, é significado de ser o mais desejado, das pessoas quererem tê-lo… onde entra o desejo “consumista”, e neste caso, não existe a necessidade real de se ter capital de giro para que o desejo se torne realidade. Estamos falando de Software Livre e Código Aberto, que pode ser adquirido com custos irrisórios, mínimos ou ao custo de um download. Também é bom lembrar, que nem por isto, significa que todo o Software Livre e de Código Aberto não deva ser cobrado, mas isto é outra história e vamos nos centrar em outros pontos.

Concordo que tendo uma fatia maior do bolo, seja em popularidade ou seja em market share, o sistema irá se tornar mais visado.

O preço…

Com muito mais gente querendo, usando… algumas mentes, vão descobrir ou inventar uma forma de se burlar a segurança deste sistema.

Quando um método funcional está pronto, e claro, com a permissão e ajuda de um usuário (vamos chamar assim…) desatento, basta apenas jogar a rede e esperar os peixes chegarem.

Sim… existem muitas coisas que dependem da interação com o usuário para que funcione!

O que neste caso, diferencia o Linux de muitos outros sistemas, mesmo tendo binários que podem ser executados em qualquer distribuição Linux em sua maioria, este possui níveis de implementações diferentes entre um distribuidor e outro, e em muitos casos, modificações feitas pelos próprios usuários, sendo este mais técnico e/ou mais avançado tendem a causar diferenças significativas de um modelo padrão de sistema em comparação direta ao “mesmo” software rodando em máquina de outros usuários.

Os níveis, variam desde o tipo de login que é permitido no sistema, á até o tipo de gerenciador do ambiente desktop que será utilizado. Além é claro, dos tipos de softwares que estão rodando sob o capô.

No exemplo do ocorrido, o que temos?

  • Ubuntu
  • Gnome
  • sudo
  • instalação de um programa ou tema que necessita da interação com o usuário
  • usuários desatentos

Percebem que para redirecionar ou mesmo “montar” um software espião, um vírus ou um cavalo de tróia que deverá funcionar, necessita  de uma certa “combinação de fatores” para que seja bem sucedida?

Isto, por si só, já não atinge o total dos “1%” dos desktops (segundo o Market Share!). Mesmo!

Eu por exemplo, uso KDE, ArchLinux, noexec no /home, e não uso sudo.. e o grande detalhe é que não sou desatento …  Em meu caso, é muito difícil de eu ser infectado por uma “praga”, ou melhor dizendo.. script como este.

Agora imagine o desperdício de tempo e esforço, montar um malware que seja compatível ao menos com todas as variantes de Ubuntu?

Agora imagine o esforço exponencial para que se crie um malware que funcione ao menos nas 5 distribuições mais populares existente hoje?

Para o “cracker”, é óbvio que seria inviável…

O pensamento correto seria algo como: - É muito mais fácil atacar apenas um tipo específico de usuário e determinada distribuição linux, como dependência, um determinado software rodando, que tentar algo que não terá sucesso ao generalizar todas as distribuições em um único pacote.

E isto ocorre, graças a desatenção do usuário! É isto. Um ataque especifico, tem muito mais chance de ser bem sucedido, que um ataque globalizando a maioria da diversidade Linux.

Creio eu, que isto explica muito, o porque do Windows ser o “mais” atacado! Ele é único em todos os seus pontos, não importando onde está instalado.

Não escrevo isto dizendo que o Windows é mais ou menos eficiente em sua segurança ou por ter mais Market Share ou Base Instalada, mas, digo isto, com o intuito de mostrar que por padrão, todo Windows é igual, assim como uma distribuição específica, voltada ao usuário final acaba sendo igual em sua base de usuários.

Vide OpenSuse, Mandriva, Ubuntu… temos diferenças gritantes entre Mandriva e Ubuntu. Aproximando ainda o software da Canonical, Kubuntu e Ubuntu possuem diferenças claras e que de certa forma inviabiliza algo que englobe as duas vertentes (uma com KDE e outra com Gnome).

Mesmo, no caso do OpenSuse, um  com Gnome e outro com KDE, o padrão instalado mesmo sendo igualitário (é a distribuição OpenSuse), possuí vertente de software e uso diferentes.

Já um mesmo tipo de pescaria ou ataque como este em um sistema Debian, Slackware, ArchLinux ou Gentoo, seria muito mais difícil de ser bem sucedido, pois, são os usuários que escolhem desde a base do sistema a até os detalhes mais ínfimos de seus ambiente de desktops que deverá ser utilizado, passando por infinitas variedades de softwares e formas de segurança, evitando assim, algo do tipo.

Agora o que também me chama a atenção, é que um portal como o Gnome-look,(poderia ser o KDE-Look, ou qualquer outro portal) com o tamanho e ‘popularidade’ destes, permitem que pacotes de temas e softwares infeccionados, acabem caindo nas mãos de usuários finais, sem uma analise técnica mais profunda ou sem nenhuma por parte deles!?

É um esforço e tanto, mas pelas doações, usuários mais experientes e mesmo entre os administradores, poderiam formar uma equipe de análise sobre temas e software lá disponíveis antes da liberação ao público em geral!

E finalizo aqui meus dois centavos de contribuição a este assunto!

Shell Script: Verificar conexão de rede, criar diretórios e mapear unidades de rede em seu Linux!

Não tinha nada o que fazer e resolvi “tentar” adiantar meu próprio lado criando um pequeno shell script para conectar em um servidor em que, de vez em nunca, preciso restaurar ou copiar alguns arquivos de backups da rede ( … tipo naquelas… de uma vez por ano ou uma vez na vida e outra na morte… quando o chefe quer as “fotos da festa de mil novecentos e lá vai bolinha”… ) … sabe como é, existem momentos que ficamos “ociosos”!

Pois bem, o script é muito simples e pode ser útil para diversas outras opções além de “copiar” fotos para seu superior ou para aquela garota que sempre está “incomodando” o cara de T.I. ;-).

O ambiente é simples:

Tenho um servidor Windows 2000 Server, com algumas pastas compartilhadas no AD (com restrições de acesso, leitura e escrita, onde cada usuário possui permissões diferentes: login e senha).

O endereço do servidor é 192.168.0.100, e as pastas compartilhadas, digamos que sejam F, G, H, Informatica, X e Z.

Como não quero utilizar a interface gráfica para isto e quero utilizar um terminal, a “temida” linha de comando (escovando bits no CLI), a maneira mais chata, e a princípio, parecendo a mais rápida, seria fazer isto aqui:

mkdir /media/W2KServer && mkdir /media/W2kServer/F

mount -t cifs -o username=jeferson,password=minhasenhasecreta,gid=users,iocharset=utf8,rw,users,file_mode=0777,dir_mode=0777 //192.168.0.100/F /media/W2kServer/F

Sinceramente, esta não é uma boa ideia, ainda mais que meu usuário e senha, ficaram gravados nos históricos de comandos do bash, e se eu levantar da mesa por um minuto, chegar alguém e ficar por um tempinho em minha sessão aberta, logo poderá ter tais dados muito facilmente.

Ainda bem e para minha própria segurança, posso usar a opção credentials e indicar um arquivo que contém meu usuário e senha, e nisto, não fica a senha a Deus dará… vejam:

mount -t cifs -o credentials=/root/.smb-credents,gid=users,iocharset=utf8,rw,users,file_mode=0777,dir_mode=0777 //192.168.0.100/F /media/W2kServer/F

O ‘pulo do gato’ se dá na criação do arquivo /root/.smb-credents. E o conteúdo do arquivo ser semelhante a este modelo:

username=jeferson

password=minhasenhasecreta

Com isto, resolvo meu problema de segurança de informações pertinentes a meu usuário e senha, mas… Todas as vezes que eu precisar mapear apenas uma unidade na rede, terei que fazer estes passos de criação e montagem de diretórios?

Não é mais fácil colocar tudo no /etc/fstab e pronto?

E se eu ter mais diretórios para mapear, também terei que repetir todos estes comandos para cada unidade de rede presente no servidor que pretendo acessar?

Calma pequeno padawan… paciência é uma virtude!

Não quero ficar digitando estes comandos, toda as vezes que eu precisar acessar tais pastas e creio que você também não. Então, depois de criado o /root/.smb-credents, vamos criar nosso primeiro script para começarmos a automatizar o processo. Criei o arquivo /bin/map.sh, contendo os comandos para montar os diretórios do servidor “SMB“:

http://paste.archlinux-br.org/1351

Veja que não temos nenhum tipo de controle neste arquivo… não há verificação da existência de conexão com o servidor; não verifica a existência dos diretórios necessários a montagem das unidades (/media/W2kServer/?) e muito menos, se há automação de todos estes processos… então, pensei em melhorar isto com a criação de um último script, que se valerá do /bin/map.sh.

O batizei de mapping.sh e o que ele faz exatamente o que o título do post indica:

  • Verifica se há conexão de rede e se o servidor com o qual quer se conectar, está ‘ouvindo’ (ou de ‘pé’, como preferir);
  • Havendo conexão, ele criará a estrutura necessária para a conexão no diretório /media e por fim;
  • Mapeará as pastas disponíveis no servidor, tornando-as acessíveis ao meu usuário.

Para isto, a primeira parte do script definirá uma Variável ( LREAD ):

LREAD=/tmp/lread.pid

LREAD, aponta para um arquivo que ainda não existe (/tmp/lread.pid) , mas que será essencial para o funcionamento de nosso pequeno notável.

Como sei o endereço IP de nosso servidor, e que este endereço nunca mudará, ou não mudará tão cedo até que eu decida que ele mude (forte isto.. neh? xD), utilizo o comando ping, verificando se tal host está visível na rede interna:

ping -c 1 192.168.0.100

O ping com a opção “-c 1“, irá enviar apenas uma requisição solicitando resposta de tal host. O servidor, respondendo, teremos uma saída de informação que se diferencia da saída de erro deste, e isto, nos traz a possibilidade de ‘moldar’ ações, conforme os resultados se apresentem.

Resolvi então, concatenar e “filtrar o resultado” analisando suas diferenças (o caso do comando ping, irá sempre mostrar em suas saídas a ‘palavra’ “icmp_seq=1“), conseguindo isto com ajuda do comando grep. Aproveitando, concateno mais uma vez o resultado, utilizando-se agora do do comando “cut“, veremos que na coluna (carácter) 27, temos números que se diferenciam, trazendo possibilidades, vejam:

O erro nos mostraria a seguinte mensagem:

From 192.168.0.2 icmp_seq=1 Destination Host Unreachable

Caso o servidor estiver funcionando e aceitando conexões, nos mostraria isto:

64 bytes from 192.168.0.100: icmp_seq=1 ttl=128 time=3.43 ms

Em meu caso específico, se houver erro, a coluna 27, me trará o valor 1 no campo ‘icmp_seq’, pelo simples motivo do endereço IP do host que uso, seu último octeto estar abaixo do decimal 10, tendo apenas hum (1) numeral: 192.168.0.2.

Já se houver conexão e resposta, por causa do IP “pingado” ser 192.168.0.100, a coluna 27 da saída do comando ping -c 1 192.168.0.100 | grep icmp_seq=1 | cut -c27 seria o caracter numérico 0, provindo do último octeto do número IP (100).

Então peguei o resultado disto (0 ou 1) e redirecionei para nossa variável LREAD (lembram-se dela, no começo de nossa história? Pois é…).

ping -c 1 192.168.0.100 | grep icmp_seq=1 | cut -c27 > $LREAD

Um passo importante…

Poderiamos utilizar-se do cat, mas neste caso, eu não precisaria declarar a variável LREAD, e prá deixar a coisa mais “bonita”, preferi utilizar-me do ’sobrenatural’ while read para ler o conteúdo do arquivo contido na primeira variável e transformá-lo em uma String lógica temporária. Para isto….

VRF=`while read LN; do echo $LN ; done < $LREAD`

Hehehe…condições… o restante é história, e em um shell script começa a mágica com o uso de if, then, else if, else, fi:

if [ $VRF == 1 ] ; then

Aqui, estou dizendo o seguinte: - Se a variável VRF for igual a 1, então faça…

echo Falha de Conexão com o Servidor

echo Verifique se há conectividade de rede local, ou se o servidor responde a conexões

else if [ -e /media/W2kServer/I ]; then

Caso a variável seja diferente de 1, temos a possibilidade de executar outros comandos e até mesmo buscar e aplicar outras soluções/comandos para potenciais problemas que possam ocorrer, e isto é o que o “else if” me permite ter. Reparem bem que o ‘[ -e /media/W2kServer/I] ‘,verificará se o diretório existe, existindo, ele executará uma ação:

sh /bin/map.sh

echo Unidades de Rede Mapeadas com sucesso

Caso não existir, executará outra ação (; then).

else if [ -e /media/W2kServer ]; then

Observando de perto, criamos inclusive, diretórios que não existem para que o mapeamento funcione corretamente, fechando o circulo perfeitamente (penso eu).

echo Recriando estrutura de diretórios

mkdir /media/W2kServer/{F,G,H,I,X,Z} && sh /bin/map.sh

echo Unidades de Rede Mapeadas com sucesso

E assim, vou testando as possibilidades até elas se findarem e o script se tornar um pequeno programa (quase perfeito), cobrindo todas as possibilidades existentes em meu ambiente.

Continuando… e finalizando!

else

echo Criando estrutura de diretórios

mkdir /media/W2kServer && mkdir /media/W2kServer/{F,G,H,I,X,Z} && sh /bin/map.sh

echo Estrutura recriada e unidades de redes mapeadas com sucesso

fi

fi

fi

Por fim, temos 3 arquivos essenciais (2 shell scripts, e 1 arquivo contendo as credenciais para acesso ao host).

Como escrevi a principio, estes arquivos para me conectar com tal servidor, me atendem perfeitamente, pois, não há a necessidade de que a conexão seja permanente, sendo executada a cada boot. Porém, ter que digitar vários comandos de criação ou verificar se os diretórios existem, e posteriormente, montar as pastas compartilhadas de servidor em tais diretórios, é algo muito massante com o tempo. O ideal, é ser adaptável e nunca tornar seu trabalho algo chato de se fazer, e com isto, ganho em tempo e agilidade, e também não fico “ocioso” com os meus neurônios. Fico feliz de poder compartilhar este pequeno script com todos vocês leitores.

Ahhh… quem ter uma solução melhor, ou ainda, me passar umas ideias, ou mesmo de como aperfeiçoar e diminuir o tamanho dos scripts eu ficarei grato e receberei com alegria tais colaborações.

Os scripts podem ser baixados e visualizados no paste.bin do Archlinux-br, segue os links:

http://paste.archlinux-br.org/1351

http://paste.archlinux-br.org/1353

E nunca se esqueçam do Guia Foca GNU/Linux.

Desenvolvimento atual do KDE valendo muita grana… muita mesmo: R$ 297.944.652,48

Dólar fechando o dia em R$ 1,699 (quase 1,70) e recebo esta maravilhosa notícia via e-mail pela Linux Magazine me contando que um “geek”, muito geek mesmo,utilizando de uma outra ferramenta desenvolvida por outro geek, mais geek ainda(!), chegou nesta incrível marca!!! xD

Como pode ser visto no blog do geek (Cornelius Schumacher), ele utilizou a ferramenta SLOCCount de David A. Wheeler para chegar nos números por ele apresentado. O resultado, é que o desenvolvimento destas 4,2 milhões de linhas de puro código fonte aberto, segundo as estatísticas, é estimado em US$ 175.364.716.

Que bom que C. Schumacher  resolveu compartilhar conosco estes dados! :-)

Vejam neste link, um gráfico com as contagens de cada módulo do KDE, totalizando a esta incrível marca.

C. Schumacher, ainda nos diz, que isto é interessante mas não muito significativo, ao ponto de termos uma ideia sobre o que está acontecendo no KDE, e nos faz lembrar, que os bons programadores (voluntários), reduzem o tamanho do código liberado.  E ainda, afirma que estes 4,2 milhões de linhas de código, são apenas uma parte de todo o código escrito do KDE. Existem milhares de aplicações que não entram na distribuição padrão do KDE (…) Seria interessante se fazer as estatísticas completas, mas isso é um tanto quanto difícil. Como se tornar dono de todo o código fonte existente do KDE?

Para quem tem interesse na ferrameta SLOCCount, seja feliz… Quem sabe, você também não descobre o quanto suas contribuições valem para todos nós. =)

Duzentos e noventa e sete milhões de dólares…. agora fiquei curioso para saber o quanto é o custo de desenvolvimento do Kernel Linux segundo o SLOCCount. Se orgulhem Linuxers!

Fontes:

http://www.linuxmagazine.com.br/noticia/kde_vale_us_175_milhoes

http://blog.cornelius-schumacher.de/2009/10/4273291-lines-of-code.html

Governo Lança Sistema de Gestão Integrada para Municípios

Os municípios brasileiros terão à disposição um software público capaz de gerenciar em um único sistema as principais áreas da prefeitura. Trata-se do e-cidade, desenvolvido para integrar áreas diversas do município como educação, controle de medicamentos, orçamento, finanças públicas, recursos humanos e tributária. A solução também permite gerir serviços que prestam atendimento ao cidadão ao gerar guias para pagamento bancário sem a necessidade de deslocamento.

Todas as prefeituras poderão acessar a ferramenta e-cidade, que será lançada e disponibilizada gratuitamente no Encontro Nacional de Tecnologia da Informação para os Municípios Brasileiros. O evento será promovido pelo Ministério do Planejamento, nos dias 27 e 28 de outubro, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

O Encontro é direcionado a prefeitos, secretários, gestores e técnicos municipais que atuam na área de Tecnologia da Informação. O objetivo é debater o potencial das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na melhoria da gestão municipal e no oferecimento de serviços virtuais para qualificar o atendimento ao cidadão. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no endereço www.softwarepublico.gov.br/4cmbr

A liberação do e-cidade é fruto de uma parceria entre a empresa Dbselller e a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento. Entre as suas funcionalidades estão a autorização, emissão e liquidação de empenhos totalmente integrados ao processo de aquisições e emissão de notas fiscais.

O e-cidade também integra os módulos de compras com os almoxarifados, registra a prestação de contas e gerencia procedimentos como pagamentos de diárias e de restos a pagar. Possibilita o controle dos imóveis, das obras executadas e da dívida ativa do município, além da consulta a processos administrativos. E administra ainda as informações relativas ao Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), entre outros.

A solução está em funcionamento em 15 municípios brasileiros e será disponibilizada no Portal do Software Público Brasileiro (www.softwarepublico.gov.br). No local, há um ambiente direcionado ao apoio tecnológico para os municípios, o 4CMBr – Colaboração, Comunicação, Conhecimento e Compartilhamento -, que já disponibiliza outros softwares para a gestão municipal em www.softwarepublico.gov.br/4cmbr

O titular da SLTI, Rogério Santanna, salientou que a redução de custos é apenas um dos benefícios propiciados pela iniciativa “Não é só economia do ponto de vista do livre acesso a esses aplicativos de software, mas também pela melhoria da qualidade da gestão pública”, destacou. Santanna disse que os programas já são testados e que podem ser utilizados pelos municípios evitando o desperdício do dinheiro público e aumentando a eficiência da gestão.

“Quem ganha é o cidadão com a melhoria da qualidade dos serviços e com a presteza do atendimento por parte das prefeituras”, ressaltou. O secretário lembrou que o Portal do Software Público Brasileiro permite o compartilhamento das soluções e práticas bem-sucedidas nas prefeituras brasileiras e no Governo Federal.

No endereço http://www.softwarepublico.gov.br/4cmbr/xowiki/divulgacao_encontro estão disponíveis a entrevista do secretário à TV NBR do Governo Federal e à Voz do Brasil sobre o tema.

Consulta pública

A exemplo do e-cidade, outras empresas privadas, órgãos públicos, universidades, centros de pesquisas e entidades privadas sem fins lucrativos podem compartilhar suas soluções no Portal do Software Público Brasileiro. Para isso, a SLTI solicita que os interessados encaminhem propostas de softwares para a gestão de tecnologia da informação aplicáveis ao setor público.

Serão aceitas propostas de software de gestão de tecnologia da informação que estejam em produção em pelo menos um ente público. Os interessados devem encaminhar as informações pelo endereço https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/andamento.do?acao=confirmarPesquisaAndamento.

A consulta pública estará aberta até às 24h do dia 14 de novembro. Os comentários, pedidos de esclarecimentos e propostas também podem ser enviados pelo endereço eletrônico guialivre@planejamento.gov.br.

Também serão consideradas as contribuições encaminhadas por carta registrada até o dia 13 de novembro de 2009, para o seguinte endereço: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Esplanada dos Ministérios, Bloco C, Sobreloja, Sala 133, 70046-900 , Brasília, DF.

Fonte:

Linuxers não estão com nada

27/09/2009 memphyx 5 comentários

Forte o título. Mas no decorrer deste pequeno texto, tudo ficará claro.

Linuxers não estão com nada Linuxers dos dias atuais, não estão com nada mesmo!

Falo isto, ao observar alguns novos usuários e analisar seus problemas e desafios cotidianos. Vejam só:

- Se uma distro, não reconhece a impressora deste ser após a instalação, ele, o usuário, simplesmente troca de distribuição. Sem contar é claro, com vários adjetivos pejorativos a tal “versão” do Linux.

É meus caros, os tempos são outros! Lembro-me d’aquela velha vontade de baixar um simples arquivo .ppd no openprinting.org e fazer nossa “impressorinha” começar a cuspir papel através do suporte no cups.

Hoje em dia, se o bluetooth não funciona, ninguém vê o id do hardware para pesquisar o módulo correto para levantá-lo (modprobe)… simplesmente, trocam de distro com a esperança da “próxima”, ter o suporte “adequado” ao seu hardware. Incrível!!!

Muitas coisas são reconhecidas automaticamente… sim.. são, mas as que não são reconhecidas “automagicamente”, são simplesmente sanadas com uma simples busca no google e com “um neurônio” funcionando, põe-se as coisas á funcionar.

Antes, nossas maiores queixas eram a falta de suporte a algum tipo de hardware, hoje, isto é válido para uma pequena ou mínima parcela dos dispositivos que estão no mercado. Cadê aquela velha vontade que em outros momentos, os usuários de sistemas operacionais Linux, tinham? Pelo jeito… com a “popularidade”, o crescimento também é acompanhado da preguiça e do “inchaço”!

Todos nós queremos aprender mais e mais, isto é importante… mais alguns, não querem nem sair da “zona” de conforto. Já estou começando até a enxergar um futuro tenebroso para o software livre: “o Linux ter mais Market Share nos desktops do que o Janelas®” – ai sim, estamos ferrados.

Facilidade é legal, também é importante para pessoas que querem simplesmente usar o sistema;;; mas reclamar por algo que não funciona no momento existindo solução, e você não se deu ao luxo de pesquisar e encontrar tal solução, e após isto, muitos simplesmente denigrem a imagem de uma distribuição ou mesmo do Linux… não, você não tem este direito!

- O que falta para muitos novos usuários que chegam ao mundo do software livre através do Linux, é entender que uma distribuição Linux não é um Microsoft Windows XP (xispê). Informações, temos aos montes (fóruns, grupos de discussão, wiki, man pages, palestras, cursos – sim, até cursos), basta apenas tomarem a decisão correta, e irem atras destas informações.