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Archive for the ‘Hardware’ Category

VirtualBox 3.0: Suporte a multiprocessadores

O projeto VirtualBox – patrocinado pela Sun Microsystems – lançou uma versão beta do que será seu software de virtualização para a arquitetura x86, o VirtualBox 3.0

Nesta versão, é incluso o xVM que oferece suporte a multiprocessamento simétrico aos hosts convidados com até 32 CPUs virtuais, bem como o suporte a aceleração OpenGL 2.0 por padrão, entre outras funcionalidades.

Esta nova versão, é orientada tanto a servidores, quanto a desktops e sistemas embarcados com base em plataformas x86, permitindo aos usuários do VirtualBox a executarem seus programas favoritos.
O release beta 1 da versão 3.0, é considerada “bleeding edge” (ou seja, não livre de bugs e crashs”), e o projeto informa para termos cautela em seu uso. As novas funcionalidades que estão presentes e serão inclusas na versão final, são:
VirtualBox
- Suporte para até 32 processadores virtuais (necessita de Intel VT e AMD-V)
- Suporte a aplicações e jogos Direct3D 8/9 (experimental)
- Suporte ao OpenGL 2.0 (hospedes Windows, Linux e Solaris)
- Novo suporte a USB com maiores velocidades assincronas
- Correções ao compilar os módulos para o Kernel Linux
- Várias correções e novidades relacionadas a VMM, GUI, VHD, entre outros.

Em abril deste ano (2009), foi liberada a versão 2.2, que adicionou suporte ao Formato de Virtualização Aberta (OVF), permitindo aos usuários criarem máquinas virtuais para posteriormente exportá-las para um ambiente de desenvolvimento e produção. O VirtualBox 2.2, acrescentou também, melhorias no suporte ao Hypervisor, trazendo otimizações como aceleração de gráficos 3D’s para ambientes Linux e Solaris. Em dezembro de 2008, ao liberar a versão 2,1, foi apresentados melhoras no suporte a 64bits, aceleração 3D, e criação de redes mais simplificada em ambientes Linux e Windows, além de virtualização de hardware em Macintoshs como suporte completo a VMDK/VHD inclusos na liberação.

O VirtualBox é um software open source e livre, empacotado, sendo uma solução profissional para virtualização. Na verdade, ele não é totalmente open source, mas muito do VirtualBox, foi liberado sob a GPL em 2007, e os seus desenvolvedores, oferecem o VirtualBox OSE (edição em código aberto), como distribuição do código fonte. Sendo estes, distribuídos por muitos projetos e distribuições linux.

Um futuro incerto no Oracle

Após o lançamento da versão 2.2 em abril, a Sun aceitou uma oferta da gigante do mercado de banco de dados (Oracle) para adquirir a empresa, negociada a 7,4 bilhões de dólares. Naquele momento, os analistas previam que a Oracle, cedo ou tarde, poderia abandonar a maioria dos projetos de código aberto da Sun.
Isso pode ser verdadeiramente especial no caso do VirtualBox, uma vez que a Oracle, também adiquiriu um peso pesado na área de virtualização em maio, a Virtual Iron’s; empresa especializada em virtualização com base no Xen. Com isto, a empresa já oferece seu próprio produto de software de virtualização tendo como base o Xen, o Oracle Enterprise VM. Entretanto, a Oracle também, terá de encontrar um papel para o Sun xVM Server e o Solaris Containers (soluções e produtos para este nicho do mercado: virtualização)

Disponibilidade:

A primeira versão beta do VirtualBox 3.0, está agora, disponível para download gratuíto. Mais informações e links para download podem ser encontradas aqui.

Fontes: http://www.desktoplinux.com/news/NS7451157436.html?kc=rss

AMD e Seagate apresentam padrão SATA 6gbps

AMD e Seagate demonstraram em Nova Orleans a próxima geração Serial ATA. As novas especificações, SATA 6Gbps, irá oferecer o dobro de banda existente no padrão 3Gbps Serial ATA. Além de melhorias na largura de banda, o SATA 6Gbps oferecerá plena compatibilidade com a tecnologia anterior, tais como as normas 3Gbps e 1.5Gbps, incluindo as mesmas especificações para os conectores e cabos utilizados.

A AMD e Seagate tem trabalhado extensivamente no fine-tuning de streaming de dados para levar tais características aos usuários que esperam para ver melhorias significativas nesta área ao longo do modelo 3Gbps incluindo a implementação do NCQ em novas unidades. Além disso, o novo esquema de gestão de energia permite que a plataforma possa, instantaneamente, ligar e desligar a interface SATA 6Gbps, ao contrário do modelo de gestão dos atuais sistemas SATA.

Atualmente, os  discos rígidos Serial ATA presentes no mercado,  possuem as taxas de transferência com média de pico em torno de 120MB/s, mas estas taxas de leituras não são mantidas; nas transferências da unidade de buffer (cache) é possível chegar a 288MB/s. Nestes modelos, os caches estão em torno de 32MB com alguns modelos a 64MB, isso irá colocar ainda mais pressão sobre o padrão atual. De fato, a unidade (7.200,12), que a Seagate demonstrou (Barracuda), tem hoje, médias de leituras chegando a 589MB/s.

No entanto, quem irá se beneficiar de verdade com o novo padrão 6Gbps serão as unidades baseadas no padrão flash. Já existe hoje, drives SSD como o Intel X25-E sustentado leitura e escrita com taxas de 200MB/s; com a nova unidade, projeta para os próximos meses deste ano, provavelmente irá acabar por saturar o atual mercado que trabalham com as interfaces de 3Gbps. Os primeiros clientes que Seagate e a AMD pensam em apresentar esta nova tecnologia são os entusiastas (mercado high end), em seguida o mercado low-end ( \o/ ), chegando aos usuários que utilizam stream vídeos de alta definição ou que trabalham com intesivo processamento gráfico e multimidia.

Vale lembrar que as empresas manifestaram que este não é um produto oficial lançado. Isso acontecerá futuramente neste ano, quando AMD anunciará formalmente a sua próxima geração de chipset, mostrando total suporte ao padrão e normas do SATA 6Gbps. Ambas as companhias disseram-nos que os produtos SATA 6Gbps poderão chegar antes do final de 2009, mas nada foi declarado oficialmente.

Fonte: http://www.anandtech.com/weblog/showpost.aspx?i=580

09 de Março de 2009

DWA-110 com módulo nativo

01/03/2009 memphyx 1 comentário

Após alguns serviços feito em um notebook e configuração de um modem 3g no Mac OS X de um amigo, fui presenteado com um adaptador Wireless, D-Link, modelo DWA-110.

Aqui em casa, meu irmão já possui um mesmo adaptador deste, em que também vinha utilizando no Windows XP (a um bom tempo) e também no Windows Vista 32 bits através de uma certa gambiarra com os drivers presentes no CD, além, também do Mac OS X. Passou um certo período, encontrei o driver do mesmo para o Windows Vista 64 bits pelo qual, instalado e configurado, vem funcionando muito bem nos sistemas dele.

Eu, porém, havia deixado o adaptador meio que de lado após uma tentativa frustrada de vê-lo à funcionar no Linux através do ndiswrapper em que “gambiarra” é pouco pelo que é feito com as “dlls” e firmware presente nos drivers for Windows.

Foi que então, que de tanto desplugar o cabo de rede conectado ao PC pra testar ou fazer download de softwares e atualizações em outros computadores que faço manutenções pra ganhar algum a mais… acabei percebendo que preciso refazer a clipagem dele (mais sempre esqueço de trazer os clips e o alicate pra fazer o serviço)… com isso, estava sem nada a fazer (mesmo com a rede funcionando) e resolvi procurar informações para colocar esse D-Link DWA-110 a funcionar no Linux de uma vez por todas.

E aqui, começou minha aventura.

DWA-110

Fui direto no AUR procurar pelo módulo rt73 (descobri que era este módulo, durante minha primeira tentativa de instalação com o Ndiswrapper)… e para minha grata surpresa, lá estavam alguns pacotes relacionados ao conteúdo da minha busca. Também, por motivo de informação, tal adaptador utiliza-se de chips Ralink.

Fiz o download de dois deles:

1° – Módulo: http://aur.archlinux.org/packages.php?ID=15377

2° – Perfil de configuração para o netcfg2: http://aur.archlinux.org/packages.php?ID=17224

O primeiro pacote, é o módulo do kernel que será responsável pelo funcionamento de seu dispositivo Wireless.

Para montar o pacote contendo o módulo, é necessário instalar o pacote rt2×00-rt71w-fw presente no repositório core.

Instalado esta dependência, é só proceder com a compilação do módulo/pacote, e após isto, instalá-lo com um pacman -U rt73-k2wrlz-3.0.2-2-x86_64.pkg.tar.gz - Verifique a versão do pacote e arquitetura de seu Arch Linux no momento de instalação.

O 2º pacote a se montar, contém os arquivos (criado e mantido pelo thotypous – Paulo Matias) que são responsáveis para o correto uso do módulo rt73 pelo netcfg, servindo então, como arquivo de configuração de perfil de conexão. Também, após feito, deverá ser instalado com um pacman -U netcfg-rt73-0.1-1-x86_64.pkg.tar.gz.

Caso precise de informações dos passos corretos para a compilação de pacotes do AUR, queira por gentileza ler este artigo no Wiki do Arch Linux.

Configurações:

Agora que já temos o módulo e os arquivos de configuração para o netcfg, vamos então, configurar o sistema e colocar o adaptador a funcionar.

Após plugado o dispositivo, é preciso “derrubar” o módulo rt73usb e subir o módulo correto (rt73), caso contrário, haverá conflito e o adaptador não irá funcionar.

Um simples rmmod rt73usb e na sequência um modprobe rt73, soluciona temporariamente este fato.

Para automatizar este processo, simplesmente  editamos o /etc/rc.conf fazendo as seguintes alterações:

MOD_BLACKLIST=(rt73usb)
MODULES=(... ... rt73 ... ...)

Dica de Ubermensch nos comentários no link do pacote do rt73-k2wrlz.

Também, é preciso criar um perfil contendo as informações de sua rede sem fio. Para isso, é necessário criar o arquivo (ou arquivos se você se conecta em mais de uma rede sem fio) em /etc/network.d/

Este perfil, deve seguir o modelo que o netcfg precisa… informações a respeito de como proceder, podem ser vistas aqui.

Em meu caso específico, criei o arquivo /etc/network.d/wep, com as configurações referentes a minha rede. Reparem no conteúdo do arquivo:

CONNECTION=”wirelessral
DESCRIPTION=”A wep encrypted wireless connection using static ip”
INTERFACE=rausb0
SCAN=”yes”
SECURITY=”wep”
ESSID=”nomedarede
KEY=”1234567890
IP=”static”
IFOPTS=”10.0.0.11 netmask 255.255.255.0 broadcast 10.0.0.255″
GATEWAY=”10.0.0.1″
DNS1=10.0.0.1
DNS2=200.204.0.10
DNS3=200.204.0.138
DNS4=208.67.222.222
DNS5=208.67.220.220

Como veêm, utilizo um ip fixo declarado em IP=”static”; a interface de rede é a rausb0 verificado através do comando iwconfig; utilizo uma chave wep e não wpa; e em CONNECTION, é usado o perfil de configuração instalado do pacote netcfg-rt73 do thotypous. Siga este modelo para uma conexão wi-fi com ip fixo ou utilize as dicas no Wiki do Arch Linux Brasil para fazer uma configuração baseada em dhcp:

http://wiki.archlinux-br.org/Perfis_de_Rede

Neste momento, já é possível conectar a rede através do Access Point e se ouver uma conexão a internet disponível, navegar e fazer tudo o que você faria normalmente em uma rede cabeada. Para isso, digite no terminal, um dos seguintes comandos para conseguir a conexão:

netcfg-auto-wireless rausb0

ou

netcfg2 wep

O primeiro, escaneará o ambiente a procura de uma rede para que ele possa se conectar… havendo mais de uma, ele conectará na primeira que encontrar.

O segundo comando, buscará pelo sinal do perfil de rede em /etc/network.d/wep configurada anteriormente por nós, encontrando o sinal, é feita  a conexão e estaremos prontos para aproveitar dos serviços disponíveis na rede.

Pronto.. agora é só navegar e aproveitar?

Sim e não! Depois de pronto as configurações aqui apresentadas, você estará navegando se as seguiu corretamente e tendo em vista de que este artigo é voltado para o adaptador DWA-110, fabricado pela D-Link… com certeza estará navegando.

O detalhe é que toda vez que reiniciar ou ligar seu computador, você terá, como root, realizar a conexão manualmente. Para evitar de um usuário ter que digitar netcfg2 wep toda vez que ligar seu computador ou outros comandos necessários ao funcionamento do sistema, existe o /etc/rc.conf para deixar automático isto.

Como modelo, segue o link de como está o meu rc.conf

Analisem que segui em partes o que a página do Wiki recomenda e o categoricamente o que o user do AUR (Ubermensch) escreveu. (Linhas 38 e 39 do arquivo)

Não utilizo mais a eth0 e nem mais a eth1 por enquanto. Apesar de a qualquer momento, eu possa voltar a utilizá-la caso queira, basta que se descomente a linha 62 e/ou 63, onde está as informações concernente ao número ip, mascara de rede.

Atenção especial, á linha 65, onde, não se encontram informações a eth0 ou eth1, contendo apenas a interface que utilizo agora, onde, diferentemente das interfaces cabeadas, é colocado o nome do perfil da wirelless:

INTERFACES=(lo wep)

Outro detalhe é que não utilizei a string“auto-wireless rausb0″ na NETWORKS, conforme dizia a wiki (Linha 84), bastou apenas…

NETWORKS=(wep)

Além disso, é preciso adicionar a Sessão DAEMON, o daemon net-profiles, conforme instruções do Wiki (Linha93)

Depois deste aprendizado, fiquei tranquilo e quase que totalmente satisfeito com relação a Wireless em minha residência, pois, é só ligar o micro, que já estou conectado!

Outras opções:

Uma parte do “quase satisfeito”, se dá, ao fato de eu estar procurando um software para gerenciar “outras” conexões sem fio com uma maior simplicidade… (tipo.. usar a net do vizinho.. xD.. rss).

Estava interessado no kwifimanager, mais ele ainda não está portado para o KDE 4 e acredito que um outro projeto possa entrar no lugar dele nos próximo release do KDE.

Outro software que li maravilhas em blogs e na grande rede, foi o wifi-radar (que está disponível no repositório community, meu maior problema com ele, está no fato dele utilizar GTK como biblioteca gráfica (mão na roda pra quem usa Gnome… não é meu caso) e eu não querer mais um “alienigena gráfico” por aqui… Já basta o Firefox! – Quem sabe se a necessidade for maior, isso me obrigue a usá-lo?

Por outro lado, existe o Wireless Assistant (wlassistant), onde existe uma GUI em QT3 (?).. – é QT3 – .. Este software, possui ferramentas para detectação e configuração de redes sem fio presentes em um determinado ambiente. Até gostei do software, mais poxa – mais uma biblioteca gráfica é triste.

Também procurei algum “applet” que poderia ser usado no system tray ou no desktop como plasmoid, em que eu possa ver a qual andas o sinal da rede, acabei por interessar-me pelo Plasma Wifi 0.5… ainda não consegui colocá-lo a funcionar por algumas mudanças nos arquivos e PATH’s no KDE 4.2… em breve, em breve.

Acho que vou de Arch Assistant mesmo.

É isso ai.. gostei de eliminar cabos. :)

Informações:

http://www.hpl.hp.com/personal/Jean_Tourrilhes/Linux/Tools.html

http://wiki.archlinux-br.org/Perfis_de_Rede

http://homepages.tu-darmstadt.de/~p_larbig/wlan/

http://aur.archlinux.org/packages.php?ID=15377

http://aur.archlinux.org/packages.php?ID=17224

http://www.ralinktech.com.tw/

http://paste.archlinux-br.org/941

—-

Atualização em 03/10/2009

Hoje em dia, não se precisa mais de todo o processo descrito acima. Basta apenas, subir o módulo rt73usb (modprobe rt73usb), e ter o arquivo de configuração de ingresso na rede, com as devidas configurações em /etc/network.d/wpa. Segue, exemplo de configurações referentes:

CONNECTION=”wireless
DESCRIPTION=”A wpa encrypted wireless connection using dinamic ip”
INTERFACE=wlan0
SCAN=”yes”
SECURITY=”wpa”
ESSID=”nomedarede
KEY=”1234567890
IP=”dhcp”

Depois, basta usar o netcfg para conectar a rede e obter um endereço e já sair navegando: netcfg2 wpa

O mundo open-source é isto, evolução de novas e velhas tecnologias. :-)

Framebuffer no Boot: 1400×900 com módulo NVIDIA

07/02/2009 memphyx 1 comentário

Encontrei um pequeno desafio para minha vida geek… hehehe.

Até então, estava eu utilizando um monitor de 15″ com resolução nativa de 1024×768; como disse, até então.

Consegui vender tal monitor LCD e com isso agora sou o felizardo dono de um Flatron W1752T (LG) (17″ Wide com resolução nativa de 1400×900).

LG Flatron W1752T

Em um primeiro momento, nem dei muita bola para a resolução no boot (1024×768 ) e sim pela configuração no X (/etc/X11/xorg.conf), que me permitiu não fazer nada para que esta se auto ajustasse a nova resolução nativa, e eu deslumbrasse com o visual incrível com que o KDE 4.2 se mostrou.

Mais sabe como são as coisas nesta vida nerd (neh?)… nada nunca está perfeito! E toda vez quando nos deparamos com alguma imperfeição, o que fazemos? Sim, escovamos bits! (rss)

A primeira coisa que pensei, foi em simplesmente descobrir os “números mágicos“  que podem ser utilizados na parâmetro “vga” nas linhas referentes ao carregamento da imagem do kernel em /boot/grub/menu.lst que estaria tudo resolvido. Não deu certo, pois, por padrão, o módulo utilizado para fornecer o framebuffer no boot é o vesafb, e ele trabalha apenas com resoluções á 4:3 não suportando opções em 16:10.

Até eu descobrir isso, passou um tempo e precisei baixar o hwinfo no AUR , compilar e instalar o software. Depois de instalado rodei um hwinfo –framebuffer que me retornou os modos de operação:

02: None 00.0: 11001 VESA Framebuffer                                                               
  [Created at bios.447]                                                                             
  Unique ID: rdCR.G89VdJ4sMmF                                                                       
  Hardware Class: framebuffer                                                                       
  Model: "NVIDIA G86 Board - p403h20 "                                                              
  Vendor: "NVIDIA Corporation"                                                                      
  Device: "G86 Board - p403h20 "                                                                    
  SubVendor: "NVIDIA"                                                                               
  SubDevice:                                                                                        
  Revision: "Chip Rev"                                                                              
  Memory Size: 14 MB                                                                                
  Memory Range: 0xe9000000-0xe9dfffff (rw)
(...)
Mode 0x0364: 1440x900 (+1440), 8 bits
Mode 0x0365: 1440x900 (+5760), 24 bits
(...)

O “x” da questão é que o Módulo nvidia no kernel, estava carregado, e isso faz com que os modos suportados por ele sejam mostrados; estas resoluções, como disse, não são suportadas no vesafb.

Sabendo desse modo ( 0×0365), minha primeira tentativa foi passar o parâmetro para o kernel no carregamento do sistema. Para isso modifiquei a linha referente a isto em /boot/grub/menu.lst:

kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/mapper/nvidia_abacfabc3 video=vesafb:nomtrr,1440×900-32@60 vga=0×365 ro

Se repararem bem, faz sentido, mas em meu próximo boot, nada aconteceu! Por que?

Esta é mais simples de responder… hehehe.. simplesmente porque estou usando o vesafb e não o módulo nvidia. Para resolver meu problema, resolvi enfiar o módulo da nvidia diretamente na initrd (/boot/kernel26.img).

O procedimento é fácil… basta editar o arquivo /etc/mkinitcpio.conf, adicionando o módulo da nvidia na linha MODULES, deixando o arquivo conforme o exemplo:

MODULES=”dm_mod pata_acpi pata_amd ata_generic scsi_mod sata_nv sata_via jfs xfs reiserfs nvidia”

Após isto, salvei o arquivo e gerei uma nova imagem de disco de ram para o kernel através do mkinitcpio -p kernel26 . Então editei novamente o /boot/grub/menu.lst e fiz esta alteração:

kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/mapper/nvidia_abacfabc3 video=nvidiafb:nomtrr,1440×900-32@60 vga=0×365 ro

Salvei, reiniciei e voilá.. funcionando perfeitamente; como eu queria:

- Resolução de boot a 1440×900.

Só não tentei utilizar o nvidiafb antes de carregar o módulo da nvidia na initrd.. então não sei responder no momento se este passo do mkinitcpio seria necessário.  Coisa linda ficou o modo verbose no boot de meu linux assim!

Algumas informações podem ser encontradas nos links abaixo:

http://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=25133

http://tldp.org/HOWTO/Framebuffer-HOWTO-5.html

http://www.linuxquestions.org/questions/debian-26/guide-to-2.6-kernel-upgraderecompile-206992/page16.html

http://www.mail-archive.com/debian-user-portuguese@lists.debian.org/msg107891.html

Dual Booting em RAID 0: Archlinux e Vista

Já faz algum tempo que pretendo utilizar meus sistemas em RAID-0 nesta minha mother board da Gigabyte: GA-M61VME-S2 com software BIOS versã0 F10 (último estável).

Esta mobo, é designada para o mercado de baixo custo, tanto é que em breve pretendo trocá-la por uma melhor. Mais para o que se propõe o howto e os testes, ela funciona muito bem! :-)

Para o uso de qualquer conjunto RAID, é necessário ter dois HD’s (no mínimo), preferencialmente de mesmo tamanho, modelo e marca. (Não foi meu caso)

Eu por exemplo, possuo o seguintes HD’s no conjunto RAID-0:

bash-3.2# hdparm -i /dev/sdb

/dev/sdb:

Model=WDC WD1600AABS-61PRA0, FwRev=05.06H05, SerialNo= WD-WCAP94208730
Config={ HardSect NotMFM HdSw>15uSec SpinMotCtl Fixed DTR>5Mbs FmtGapReq }
RawCHS=16383/16/63, TrkSize=0, SectSize=0, ECCbytes=50
BuffType=unknown, BuffSize=2048kB, MaxMultSect=16, MultSect=?16?
CurCHS=16383/16/63, CurSects=16514064, LBA=yes, LBAsects=312581808
(…)

bash-3.2# hdparm -i /dev/sdc

/dev/sdc:

Model=SAMSUNG HD160JJ, FwRev=ZM100-41, SerialNo=S08HJ1NL643890
Config={ Fixed }
RawCHS=16383/16/63, TrkSize=34902, SectSize=554, ECCbytes=4

BuffType=DualPortCache, BuffSize=8192kB, MaxMultSect=16, MultSect=?16?

CurCHS=16383/16/63, CurSects=16514064, LBA=yes, LBAsects=312581808

(…)

Reparem que mesmo sendo de fabricantes e modelos diferentes, eles possuem o mesmo tamanho, mesmo número de CHS, mesmo número de setores LBA, sendo possível o uso em um conjunto RAID-0. O maior problema é o gargalo do cache do Western Digital (2Mb) se comparado ao SamSung (8Mb). Bola para frente!

Arranjando o conjunto

Para o uso em RAID, será necessário que os HD’s estejam vazios e limpos; para isso fiz o backup de documentos, músicas, fotos e filmes que tenho, para um HD maior de 320GB em uma placa PCI de expanção, e utilizei o comando dd no linux para limpar as partições através de um live-cd do archlinux:

#dd if=/dev/zero of=/dev/sdb bs=128M

#dd if=/dev/zero of=/dev/sdc bs=128M

Logo após isso, reiniciei a máquina e através do software de configuração SETUP do BIOS, na opção Integrated Periprherals (caso deste modelo de placa mãe e BIOS), ativei a opção da Função RAID existente no chipset. Para isto, marque em NV SATA RAID funcion para Enable.

Habilitado esta função, é necessário indicar como Enable as seguintes opções que agora também estão disponíveis:

- NV SATA 1 Primary RAID e NV SATA 1 Secundary RAID.

Salvo as configurações, no próximo boot, configure os arrays para data STRIPING, sendo acessível atravéz da tecla F10, conforme mostra o exemplo nesta galeria:

Com estas configurações, o Arranjo RAID 0 estará pronto, e a instalação dos sistemas será possível usando o conjunto dos HD como um único dispositivo de bloco.

Para entender o que é o RAID, recomendo a leitura dos seguinte texto na wikipedia:

- RAID e RAID 0 Striping.

Dual Booting

Windows Vista

Como todo dual boot de sistemas, os primeiros sistemas a serem instalados, são os da microsoft, e em um Array RAID esta regra também é verdadeira.

Para a instalação do Windows Vista, não é necessário mais nenhuma configuração, a não ser o habitual de iniciar pelo drive de DVD e particionar o conjunto normalmente, pois, o instalador reconhecerá o Array como um único dispositivo.

Em meu caso, meu Array tem 320GB, particionei o conjunto em 3:

- 80 GB para o Windows Vista;

- 160 GB para documentos, filmes, músicas, etc…

- 80 GB para a raíz Linux. ( Não chegou a 80GB reais, mais sim 68 GB)

Formatei só a primeira para instalação e tudo ocorreu da maneira simples e fácil como é a instalação do Vista.. sem mais segredos.

Se fosse com o Windows XP, seria necessário baixar o disco de drivers para RAID fornecido pelo fabricante, que pode ser encontrado aqui.

Arch Linux

Depois que instalei o Vista, parti para a instalação do ArchLinux.

Algumas informações são diferenciadas para que a instalação prossiga normalmente na instalação do Arch; alguns módulos devem ser carregados e os arranjos devem ser identificados para que a instalação continue sem nenhum problema.

As informações postadas aqui, foram retiradas do Wiki do ArchLinux internacional e através delas, consegui o dual boot entre ArchLinux e Windows Vista.

Após o boot através do CD de instalação do Arch, e com o terminal esperando comandos, vamos levantar os seguintes módulos:

#modprobe dm_mod

#modprobe sata_nv

Se você está utilizando a última imagem disponível do ArchLinux, sem problemas, se não, recomendo que a instalação seja executada a partir de uma destas -> i686 core 2008.06 ou x86_64 core 2008.06, para processadores 32 bits e 64 bits respectivamente.

Será necessário montar o CD para a instalação de um pacote importantíssimo antes de mais nada, pois, sem ele, a instalação não continuará:

#mount /dev/sr0 /media/cd

Proceda com os seguintes comandos:

#cd /media/cd/addons/core-pkgs/

#pacman -U dmraid-1.0.0.rc14*

#cd / && umount /media/cd

A instalação do dmraid é necessária, pois, por padrão, as ferramentas para que o ArchLinux identifique corretamente o array, não vem na imagem do boot da instalação utilizada no cd, sendo preciso, este passo adicional. Quem sabe em um futuro muito em breve, os desenvolvedores já não adicionem esta opção de instalação em RAID no menu de boot do Arch.. não é mesmo? ;-)

Para que possamos enxergar o arranjo, falta apenas mais dois comandos:

#dmraid -ay

E se tudo ocorreu bem:

#ls -la /dev/mapper/

Deverá ter um resultado conforme se segue:

drwxr-xr-x  2 root root       0 Dez 26 09:01 .
drwxr-xr-x 21 root root       0 Dez 26 12:14 ..
crw-rw----  1 root root  10, 60 Dez 26 09:01 control
brw-------  1 root disk 254,  0 Dez 26 09:01 nvidia_higibbed
brw-------  1 root disk 254,  1 Dez 26 09:01 nvidia_higibbed1
brw-------  1 root disk 254,  2 Dez 26 09:12 nvidia_higibbed2
brw-------  1 root disk 254,  3 Dez 26 09:01 nvidia_higibbed3

Como se percebe, estes arquivos, são os dispositivos de bloco do arranjo RAID 0.

O nvidia_higibbed, é o dispositivo do Array, e é através dele que são criadas as partições do arranjo. Já os arquivos nvidia_higibbed1, nvidia_higibbed2 e 3, são as partições criadas anteriormente através do instalador do Windows Vista.

Caso você prefira recriar tais partições através do cfdisk, ou do parted, é muito simples;  execute #cfdisk /dev/mapper/nvidia_higibbed e particione o disco da maneira que lhe convier e desejar.

Criei o sistema de arquivos para instalação do Arch, na 3ª partição do array: /dev/mapper/nvidia_higibbed3 e a formatei em JFS. Se preferir outro formato, também sinta-se a vontade quanto a isto.

#mkfs.jfs -L ArchLinux /dev/mapper/nvidia_higibbed3

Terminado a configuração, prossiga com a instação do arch. Na opção Prepare Hard Drive, vá direto para Set filesystem Mount points array e prossiga normalmente após isto, como em qualquer instalação do ArchLinux.

O que irá diferenciar esta instalação em RAID 0 de uma instalação normal a partir deste ponto, será na Configuração do Sistema/System Configuration, onde precisamos setar algumas opções e editar alguns arquivos: System Configuration - 1

System Configuration - 3

/etc/mkinitcpio.conf

O principal é o /etc/mkinitcpio.conf; na Linha MODULES, adicionei os módulos necessário para montagem do array, como o dm_mod, sata_nv e o sistema de arquivos usado na raíz, “jfs”:

MODULES=”dm_mod pata_acpi pata_amd ata_generic scsi_mod s

Configuração do Sistema - 2

ata_via sata_nv jfs xfs reiserfs”

Na Linha dos binários, adicionei o ‘mknod’ por precaução, acreditando eu, não ser necessário tal atitude:

BINARIES=”mknod

E em HOOKS, lembre-se de verificar se as opções de raid, raid-partitions, dmraid estão marcados:

HOOKS=”base udev autodetect pata scsi sata usb raid raid-partitions dmraid usbinput keymap encrypt lvm2 filesystems

/etc/fstab

Outro arquivo de importancia que deverá ser modificado/verificado é o /etc/fstab.

Costumo montar minhas partições, utilizando o UUID da partição e não o simplesmente o /dev… a vantagem, se dará ao alterar a ordem dos discos, eu consiga dar boot no sistema sem que para isso, eu recofigure o grub e até mesmo modifique novamente o fstab. Mais, acredito eu, que isto não valha muito para o RAID, então…não mecha na ordem dos discos do Array. Para verificar isto, acesse um segundo terminal com ctrl+alt+F2 ou F3 e rode o comando blkid.

#blkid
/dev/sdc1: LABEL=”Documments” UUID=”cce6d913-387a-4f54-881c-d8367ef445d4″ TYPE=”jfs”
/dev/sdc2: UUID=”0D368F61355F19A7″ LABEL=”Games” TYPE=”ntfs”
/dev/mapper/nvidia_higibbed1: UUID=”50D4963FD496276E” LABEL=”System” TYPE=”ntfs”
/dev/mapper/nvidia_higibbed2: UUID=”A24697D74697AA95″ LABEL=”Multimidia” TYPE=”ntfs”
/dev/mapper/nvidia_higibbed3: LABEL=”ArchLinux” UUID=”20373b41-e4be-4d27-826f-62a026c9d164″ TYPE=”jfs”

Edite o fstab, deixando a linha de montagem da raíz (/), conforme o UUID mostrado pelo comando “blkid”:

UUID=20373b41-e4be-4d27-826f-62a026c9d164 / jfs defaults 0 1

Caso preferir não mecher neste arquivo, deixe-o da forma ao que se encontrava anteriormente, pois, não dará nenhum problema, só tenha em mente de que a raíz (/) deve apontar para o dispositivo de bloco /dev/mapper/nvidia_higibbed3 ou mesmo outro ponto de montagem indicado por você.

Obs.: Em meu exemplo, é utilizado nvidia_higibbed, sendo que esta palavra poderá variar conforme o chipset da controladora raid de sua placa mãe e módulos carregados com o Arch/Linux.

GRUB

Após terminar a edição destes arquivos, criar sua senha de root, não instale o  Gerenciador de Boot através do programa de instalação do Arch. Este passo deverá ser feito manualmente, então… terminado a configuração do sistema, saia do programa de instalação.

A instalação do Grub será feita no terminal com a ajuda do chroot, então, precisaremos acessar o sistema já instalado.

#mount /dev/mapper/nvidia_higibbed3 /mnt

#mount -o bind /dev/ /mnt/dev

#mount -t proc none /mnt/proc

#mount -t sysfs none /mnt/sys

#chroot /mnt /bin/bash

Como pode ver, você está agora no seu ArchLinux recém instalado na partição 3 do Array RAID 0. Antes da brincadeira total e de qualquer boot, vamos instalar logo o GRUB, pois, sem ele, não poderemos escolher entre nossos sistemas durante o boot.

Você precisará do hdparm para conseguir algumas informações. Sabendo-se que o arranjo do RAID estão sob o /dev/sda e /dev/sdb; execute os seguintes comandos:

#cfdisk /dev/sda

E marque o em separado, os valores presentes em Cylinders:

Disco: /dev/sda
Size: 160041885696 bytes, 160.0 GB
Heads: 255   Sectors per Track: 63   Cylinders: 19457

Saia do cfdisk e faça o mesmo com /dev/sdb.

O que interessa disso tudo, são os valores marcados nos cilindros: 19457 – Sem estes dados, o grub não conseguirá bootar o sistema.

Some os valores dos cilindros dos dispositivos /dev/hda e /dev/hdb (19457 + 19457 = 38914) e anote estes dados em algum lugar para que possamos utilizá-los na configuração do grub.

Agora execute no terminal:

#grub –device-map=/dev/null

Com o prompt de comandos do grub aberto, digite os seguintes comandos:

grub> device (hd0) /dev/mapper/nvidia_higibbed

grub> geometry (hd0) 38914 255 63

Deverá retornar algo como exemplificado:

drive 0×80: C/H/S = 38914/255/63, The number of sectors = 625153410, /dev/mapper/nvidia_higibbed
Partition num: 0,  Filesystem type unknown, partition type 0×7
Partition num: 1,  Filesystem type unknown, partition type 0×7
Partition num: 2,  Filesystem type is jfs, partition type 0×6

Prossiga com:

grub> root (hd0,2)

Filesystem type is jfs, partition type 0×6

Esta é a partição onde o sistema foi instalado.

grub> setup (hd0)

Onde deverá termos a seguinte saída:

Checking if “/boot/grub/stage1″ exists… yes
Checking if “/boot/grub/stage2″ exists… yes
Checking if “/boot/grub/jfs_stage1_5″ exists… yes
Running “embed /boot/grub/jfs_stage1_5 (hd0)”…  25 sectors are embedded.
succeeded
Running “install /boot/grub/stage1 (hd0) (hd0)1+25 p (hd0,2)/boot/grub/stage2 /boot/grub/menu.lst”… succeeded
Done.

grub> quit

Agora que o grub já está instalado na “mbr” do array, editamos o /boot/grub/menu.lst para que possamos escolher entre os dois sistemas já instalados. Para isso, vamos utilizar o editor de texto de nossa preferência (vi ou nano) editando este arquivo:

#nano /boot/grub/menu.lst

Deixe conforme o modelo abaixo:

# (0) Arch Linux
title  Arch Linux [64 bit]
root   (hd0,2)
kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/mapper/nvidia_higibbed3 vga=791 ro
initrd /boot/kernel26.img

# (1) Windows
title Windows Vista [32 bit]
rootnoverify (hd0,0)
makeactive
chainloader +1

Salve o arquivo, saia do chroot, desmonte as partições e reboot o sistema e seja feliz com seu dual boot em RAID 0 com ArchLinux e Windows Vista.

Fontes de pesquisas:

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&hs=jCq&q=Dual+Booting+raid+0&btnG=Pesquisar&meta=

http://pt.wikipedia.org/wiki/Raid

http://forum.archlinux-br.org/viewtopic.php?id=1197

http://wiki.archlinux.org/index.php/Installing_with_Fake-RAID

Leitura recomendada:

http://wiki.archlinux.org/index.php/Installing_with_Software_RAID_or_LVM